sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Confraternização da Confece

Ei pessoal, o Natal já passou mas não podemos deixar de relatar a noite deliciosa que tivemos semanas antes, na festa de confraternização da Confece. Fomos recebidas com muito amor e carinho no Frei Tuck pelos amigos Luiz Flávio e Alencar e contamos com a presença de nosso querido padrinho Marco Falcone e os amigos Henrique, Flávia, Diego e Armando, da Acerva.

Nem a chuva torrencial que assolava Belo Horizonte naquela sexta-feira (12/12) atrapalhou o brilho da nossa festa. Para ser perfeita, faltava apenas a presença das confreiras Juliana, Clarissa e Luisane que, por diversos motivos, não puderam comparecer. Mas brindamos a todas!

O ponto alto da noite foi o amigo oculto e posso afirmar que todas ficamos muito satisfeitas com nossos presentes. Para os curiosos de plantão, o meu "particularmente" ficou ótimo e será muito bem usado durante as festas de reveillon.

E nada como um pouquinho de coluna social para dar um gostinho do que rolou. Seguem algumas fotos:
Começamos a noite com muitos brindes

Seguidos de risadas e abraços

E, é claro, puro carinho

Olha os amigos aí, sempre presentes

E uma geral da mesa, onde não faltou boa comida e boa bebida à noite toda

Um grande beijo

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!!!!!!!!!!!!!

Amigos!!!

Não podemos deixar esta data maravilhosa passar em brancas nuvens. Nós confreiras desejamos a todos um Natal com muita paz, muita luz e muito amor! E, claro, grandes cervejas!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Entrevista especial

Vamos abrir um espaço aqui para falar da deliciosa entrevista que nossos amigos da Acerva (José Augusto e Henrique) deram para a revista Gourmet Virtual, edição do dia 26/11/08, sobre cervejas artesanais.

Entre outros pontos, eles falaram sobre as vantagens da cerveja artesanal; da satisfação pessoal dos produtores caseiros em buscar novas receitas e sabores; sobre a realização de eventos, cursos e festivais e o crescimento da produção artesanal em Minas e no Brasil.

Também citaram a importância das associações de classe que hoje existem para dar apoio aos interessados no mercado e ajudar a divulgar essa arte como a Confraria BH, a Acerva e a Confece.

Vale a pena ler e visitar o site! O mais gostoso é passar as páginas da revista como se fosse de papel. Divirtam-se!

O link é: http://www.gourmetvirtual.com.br/revista_04/


Férias inesquecíveis

E por falar em grandes eventos, vale comentar a super viagem que a Dri fez nas férias e dar ma conferida básica nas fotos de deixar qualquer um babando de inveja.

Olha o recadinho dela aí: Estive em Boston e fui, representando a Confece, à fábrica da cervejaria Samuel Adams. Lá degustei, entre outras, uma cerveja feita de abóbora, de cor quase laranja, linda, e outra que é a mais alcóolica do mundo, segundo eles! São 23 graus!! Esta última é uma cerveja produzida apenas de dois em dois anos e custa uma fortuna! A garrafa é linda, parece de perfume!

Para os curiosos (como eu), a Eulene já nos informou que se trata da Samuel Adams Utopias.

Abaixo vejam um apanhado da visita à fábrica. As férias também incluíram uma ida às Bahamas e as Ilhas Virgens Britânicas, mas o excesso de inveja me impediu de postá-las.

Essa visita deve ter sido uma experiência deliciosa. Dêem uma olhada na beleza da garrafa da Utopias e o sorriso da Adriana: não tem preço!

Parabéns formanda!!!

Ei galera! Este post é para homenagear nossa confreira Clarrisa Mendes que acaba de se formar em Direito pela UFMG. Uma salva de palmas para a mais nova advogata de Belo Horizonte!!!!!


Te desejamos muito sucesso na vida profissional e um futuro cheio de boas cervejas!


Parabéns!!!!
Olha a Clarissa aí esbanjando alegria e pronta para curtir a vida adoidado

domingo, 14 de dezembro de 2008

Um brinde aos eventos cervejeiros

Antes tarde do que nunca! Não poderíamos deixar de falar aqui de dois grandes eventos que marcaram este segundo semestre de 2008 e foram muito importantes para a cultura cervejeira: o III Concurso Nacional de Cervejas Artesanais (realizado no dia 30/08) e o Minas Bier Fest - Festival de Cervejas Artesanais, de 31/10 a 02/11.

O Concurso reuniu grandes cervejas de todo o país e promoveu o intercâmbio entre produtores, fornecedores, especialistas e muitos curiosos e interessados sobre o tema. Tradução: foi maravilhoso!! E tivemos a oportunidade de conhecer e reencontrar grandes amigos.

As confreiras Renata, Lígia, Graziela, Ingrid, Adriana e Luisane prestigiaram o evento

A mesma foto agora com a ilustre presença de nosso novo amigo: Edu Passarelli

Durante o Minas Bier Fest, a Confece fez sucesso com sua nova camiseta. Além de conhecermos um pouco mais sobre o mundo cervejeiro tivemos a oportunidade de apresentar a Confraria Feminina de Cerveja aos presentes.

Olha a Renata arrasando como modelo:

Um brinde às FemAles do Rio de Janeiro

Vamos aqui abrir um espaço de intercâmbio para mandar um beijo para nossas amigas lá do Rio de Janeiro, as FemAles. Elas também criaram um grupo de degustação e um blog de divulgação. É isso aí!!!

Vejam o recadinho das FemAles:

Olá, Confreiras,
Venho trazer notícias sobre nosso grupo aqui no RJ. O nome escolhido foi FemAle Carioca (lê-se "femeiou"), que faz referência ao feminino (female, em inglês) e ao termo arcaico utilizado para designar cerveja, pois antes da descoberta do fermento lager, todas as cervejas eram somente chamadas de Ale (não existia o termo "cerveja").

Fizemos poucos encontros e estamos nos aperfeiçoando em cada um deles, escolhendo melhor modelo de ficha de avaliação etc. Ainda não conseguimos definir um calendário, mas já fica o convite para quando alguma de vcs vier ao RJ, nos avisar, para tentarmos reunir algumas das meninas. Em breve, mais notícias!

Um brinde!

Tatiana

Um brinde da Confece às FemAles do Rio e sua iniciativa de ajudar a divulgar as maravilhas do mundo cervejeiro!!!

Visitem: http://femalecarioca.blogspot.com/

Dia da Confece na Falke

Ei pessoal!!
Este post é para falar de uma tarde muito especial que passamos na Falke Bier no dia 25 de outubro, a convite de nossos amigos e padrinhos Marco, Juliana e Ronaldo Falcone.

Com direito à placa na porta e tudo mais!!!!

Foi a comemoração do Dia da Confece na Falke!!! Nem é preciso dizer como fomos maravilhosamente recebidos - nós confreiras e alguns amigos - com cerveja da melhor qualidade e muita hospitalidade. Agradecemos o carinho!!!


Foi uma tarde de pura diversão!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Jantar harmonizado com cervejas alemãs

Em outubro de 2008, a reunião da Confece foi especial. A confreira Renata Heitor organizou um jantar harmonizado com a ajuda de nosso grande amigo Luiz Flávio Ferreira (Frei Tuck). Foram cinco pratos, acompanhados por cervejas da escola alemã, preparados especialmente pelo chefe Adriano Santos (Haus Munchen).

Confira abaixo o cardápio de uma noite que deixou muitas saudades...

1° prato: clavilarx de salmão (salmão marinado no limão, azeite e ervas frescas) harmonizado com a cerveja Justus Weizen

2° prato: frango ao sour cream (frango recheado com molho de salsa, batata ao murro e knodel) harmonizado com Hacker-Pschorr

3° prato: pato ao creme de cebola e chucrute harmonizado com Eisenbahn

4° prato: javali ao poivre (javali com molho poivre, batata doce e risoto de aspargos e damascos) harmonizado com Eisenbahn

Sobremesa: moelet de chocolate com calda de banana harmonizado com Erdinger Pickantus

Só o que podemos dizer é que a noite terminou em uma salva de palmas!!!

Escola Belga

Olá amigos, estamos de volta! Pedimos desculpas pela demora em postar novas notícias da Confece, mas a partir de agora o blog será atualizado constantemente sobre tudo que acontece conosco e no mundo cervejeiro. Fiquem atentos!!!

Para recomeçar, vamos retomar o resumo de nossas reuniões mensais. Em agosto, estudamos a Escola Belga e tivemos uma reunião bem informal.

Já em setembro, resolvemos inovar. Dessa vez, a reunião foi realizada no bar Albano´s (Rua Pium-í, 611 - Anchieta - BH) e ganhamos de presente alguns exemplares da revista Beerlife de Cilene Saorin.

Nessa noite, degustamos as cervejas Duvel, Choufee, Orval e Palm Speciale e recebemos a jornalista Marília Cruz como convidada especial.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

MTV

Olá, bom dia!

Para quem perdeu, segue link de vídeo sobre participação da Confece na MTV.

http://www.youtube.com/watch?v=8z4ADOXMHOs

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Cervejas de inverno

Engana-se quem pensa que cerveja só combina com um dia quente, sol e piscina. Pode até ser que as cervejas do tipo “Pilsen” combinem mais com o verão, mas nada melhor que as “morenas” para harmonizar maravilhosamente com um clima mais frio, ainda mais quando acompanhados de carnes vermelhas leves, salmão e massas com molhos picantes.

As cervejas tipo “Bock” e “Stout” são ótimos exemplos dessa combinação. Afinal, as baixas temperaturas pedem bebidas mais encorpadas e com aroma tostado. Com baixa fermentação e teor alcoólico superior a pilsen (5,5% a 7,5%), a bock tem paladar mais forte e encorpado, sendo ideal para consumo durante o inverno. Tem uma tonalidade escura, é mais densa e muito saborosa.

Muito além do sabor, existem várias histórias que remetem ao consumo da cerveja bock no inverno. A denominação surgiu na maneira como o nome da cidade de origem, Einbech (Saxônia), era pronunciada na Bavária: Einbock. Entretanto, a palavra bock também significa "bode" em alemão, associando esse tipo de cerveja ao signo de capricórnio, que coincidiria com o rigoroso inverno europeu.

Na verdade, a origem da bock está envolta em um grande mistério. Outra das justificativas para o surgimento dela está nas práticas ancestrais dos mosteiros medievais germânicos. Nesses locais, se produzia uma cerveja forte e nutritiva para ajudar os monges a suportar os períodos de jejum, uma vez que nestas épocas seria proibido ingerir comida sólida. Outros preferem optar pela explicação mais mitológica e antiga sobre certos povos que, procurando o auxílio e a proteção dos deuses, produziram a cerveja somente durante o signo do Capricórnio.

A cerveja tipo Stout também é uma cerveja escura derivada da cor da torrefação do malte. A mais conhecida, a Guiness, foi criada por Anthony Guiness depois de uma distração em que deixou torrar demais o malte. Ainda assim, decidiu produzir a cerveja que resultou desse lote de malte.

Sempre dispostas a experimentar novos sabores, nós da Confece conhecemos quatro estilos bem saborosos nesta quarta-feira. Vamos lá:

1) Baden Baden Bock
Cerveja de alta fermentação, de Campos do Jordão. Teor alcoólico de 6,5%, cor escura e aroma tostado.

2) Aventinus (Birra doppio malte)
Essa weiss leva o dobro de malte que as receitas comuns. De origem alemã, tem 8,2% de teor alcoólico, sendo muito saborosa. Talvez a mais votada da noite.

3) Maredsous
Cerveja abadia belga, espuma consistente e alta fermentação. Refermentada na garrafa, com 8% de teor alcoólico, é fabricada de acordo com a tradição dos monges beneditinos de Maredsons. Leva açúcar na receita! (http://www.maredsous-usa.com/?mcat=1&scat=1)

4) Hardy’s Ale
Cerveja barley wine (vinho de cervada), com 11,7% de teor alcoólico. Praticamente sem espuma, tem uma cor alaranjada/acobreada e sua consistência se assemelha a de um licor, com aroma frutado. Essa inglesa de guarda também é refermentada na garrafa e pode ser consumida em até 25 anos!

Agradecemos a presença do autor Ronaldo Morado, que está escrevendo a larousse da cerveja (http://www.ronaldomorado.com.br/). Ele nos esclareceu muitas dúvidas, num bate-papo agradável e descontraído.

Próxima parada: Haus München - 13/08 – “A Escola Belga”

Cereais e especiarias

Sim: não só de malte, lúpulo, água e levedura são feitas as cervejas.
Em junho, conhecemos um pouco mais deste universo.

Em breve, postaremos sobre isso aqui. Aguarde!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mosturação

Nesta quarta, 14/05, realizamos nosso 15º Encontro no Haus München.

Como programado pela confreira Cristiana Arreguy, conversamos um pouco sobre o processo de mosturação e degustamos as cervejas Papst-Bier (Cerveja do Papa) e Colorado (Cauim, Appia e Índica).

No final, duas gratas surpresas: a Esse Bier (cerveja artesanal produzida pelo casal Sérgio e Juliana - nossa novíssima integrante) e a Falke Estrada Real (Uma cerveja I.P.A. ainda não lançada no mercado). Esta última, foi trazida pelo convidado Ronaldo Nascimento, que chegou acompanhado do Rômulo Gresta (AcervA) e Luiz (Frei Tuck).

Seguem algumas informações sobre as cervejas degustadas:

Papst-Bier (Cerveja do Papa)
Cerveja de trigo, produzida de acordo com a lei de pureza alemã na região bávara onde nasceu o pontífice. Vendida em diversas embalagens, ela é rotulada à mão e foi trazida para o Brasil com exclusividade pelo Haus München (MG) e pelo Frangó (SP). Fabricada pela cervejaria Weideneder, localizada em Tann, um vilarejo da região de Martkl am Inn, a Papst-Bier vem com a foto do papa impressa na garrafa, além de uma ilustração da casa onde Joseph Ratzinger passou sua infância. A cerveja foi apresentada 19 horas após a eleição do religioso ao pontificado, para saudar Bento XVI com um produto típico da sua região. Após o sucesso da Papst-Bier, porém, a cerveja foi incorporada à carta da cervejaria, que hoje exporta a bebida para vários países.

Colorado Cauim
Esta Pilsen tradicional de Ribeirão Preto foi feita com água do aquífero Guarany, maltes e lúpulos importados, mandioca e levedura de baixa fermentação. Muito clara e brilhante, tem teor alcoólico de 4,5%. Seu nome Cauim vem do Tupi e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.

Colorado Appia
Cerveja de trigo que utiliza, em sua composição, uma mistura equilibrada de méis de abelhas africanizadas e européias. Tem teor alcoólico estimado em 5,5% e uma cor avermelhada, quase âmbar. Combina bem com comidas apimentadas e até com sobremesas.

Colorado Índica
Representante do Estilo India Pale Ale, esta cerveja de alta fermentação é elaborada artesanalmente com generosas quantidades de malte, lúpulo e rapadura, visando conferir-lhe um grande corpo, amargor e teor alcoólico (7%). Esta cerveja robusta é ideal para acompanhar pratos bem condimentados ou frutos do mar. Sua receita é baseada numa antiga receita inglesa de cerveja, que nos tempos do Império Britânico era enviada a Índia para consumo e deleite dos seus cidadões e soldados expatriados. O imenso amargor e o alto teor alcoólico desta bebida favoreciam a sua conservação durante a longa viagem marítima entre a Inglaterra e a Índia. Esta IPA mereceu do maior crítico inglês de bebidas malteadas Sir Michael Jackson (homônimo do cantor) três estrelas no seu Pocket Beer Guide conhecido como o Guia Michelin das cervejas. Atualmente recebeu também o prêmio de TOP 50 das cervejas nacionais e importadas mais consumidas no Brasil, pela Revista Prazeres da Mesa, edição 56 – Fevereiro 2008.


MOSTURAÇÃO / MALTEAÇÃO

Mosturação é um dos primeiros processos na fabricação da cerveja. Após ser moído, o malte é enviado até os tanques de mostura. Nessa etapa, ele é misturado com água e submetido a aquecimento. As enzimas contidas no malte são liberadas para o meio e sob ação de calor são ativadas pra promover a hidrólise catalítica do amido. O aquecimento não costuma ultrapassar temperaturas de 72ºC pois as enzimas são inativadas em temperaturas acima desses valores. Logo depois, a mistura obtida (MOSTURA) atravessa um sistema de filtros que tem por função separar a casca da mistura. Após filtrada, a mostura passa a denominar-se mosto. Em seguida o mosto é adicionado a um tanque onde recebe a adição de lúpulo, mas isso é assunto para um próximo encontro da Confece!

Malteação = nome dado à um processo que têm por finalidade "ativar", no grão de cevada, as enzimas que serão responsáveis pela "transformação" do "mosto" em cerveja.

OBs: Nota para a entrada na CONFECE de Juliana e Renata Heitor

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Santa Hildegard von Bingen


Durante as trevas intelectuais da Idade Média, a Igreja Católica Romana era uma instituição
patriarcal sedenta de poder e rigidamente machista. Mas, mesmo assim, alguns luminares
femininos conseguiram se destacar, especialmente nos países germânicos. Entre estas
mulheres, uma nos interessa especialmente: Hildegard von Bingen, autora da primeira citação
do uso do lúpulo na fabricação de cerveja de que se tem notícia (1067).


Hildegard von Bingen viveu de 1098 a 1179, na Renânia. Décima e caçula dos filhos do barão
Hildeberto de Bermersheim, portanto, de família nobre, tinha saúde frágil e aos 8 anos foi
entregue a uma tia monja beneditina, para ser criada em um mosteiro e receber uma educação
religiosa. Desde cedo ela passou a ter visões místicas que lhe possibilitavam, entre outras
coisas, demonstrar um alto grau de clarividência e de premonições. Hildegard escrevia tudo o
que lhe acontecia, e suas visões se transformaram num livro chamado Scivias (Conhecer o
Caminho). Ela relatou sobre suas visões a grandes teólogos da época, como Bernard de
Claivaux. Foi ele quem enviou uma parte dos manuscritos de Hildegard para o Papa Eugênio
III, em Trieste. Profundamente impressionado, ele endossou os trabalhos de Hildegard bem
como suas visões.


Ela foi uma extraordinária pensadora, uma grande filósofa e teóloga. Ela era uma freira que -
coisa raríssima na época - fazia sermões públicos, que, além de atrair pela riqueza de
conteúdo o povo de sua época, atraia multidões pelo carisma e pela grande beleza física que
possuía, como podemos ver pelas iluminuras que a representam e pelos relatos sobre ela.
Dentre outras qualidades, ela era compositora (suas músicas foram recentemente gravadas),
escritora, médica, botânica. Ela possivelmente tenha sido a primeira cientista ativa, após a
destruição definitiva da biblioteca de Alexandria.


Quando a tia que a criou no convento, e que era Abadessa, faleceu em 1136, Hildegard foi
eleita a nova Abadessa. Durante mais de 25 anos, ela escreveu um número extraordinário de
documentos e trabalhos sobre a relação humana com o plano divino da criação. Também
produziu fascinantes estudos sobre botânica e medicina. Compôs 77 canções litúrgicas para
uso do convento, e algo como um oratório dramático intitulado Ordo Virtutem. Já com uma
idade avançadíssima para a época, aos 72 anos ela voltou a Rhineland para pregar aos
clérigos e aos leigos da necessidade de reformas urgentes na Igreja, que estava visivelmente
corrompida por assuntos nada espirituais. Por toda a vida, ela escreveu centenas de cartas
para as pessoas das mais diversas classes e níveis sociais. Por conta de sua coragem,
Hildegard foi muito atacada por toda a sua vida. Morreu aos 82 anos, em Rupertsberg,
Alemanha e foi beatificada pela Igreja católica, sem nunca ter sido formalmente canonizada.

Entre o povo mais simples da época, talvez devido aos resquícios da tradição pagã, como a
dos druidas, acreditava-se que Deus não seria apenas homem, não teria apenas
características masculinas, Deus seria Pater-Mater. O Ser Supremo teria também um lado
feminino, ou uma "natureza feminina" (a Deusa, adorada pelos druidas). Afinal, a mulher teria
sido também criada à Sua imagem e semelhança, ainda que os padres torcessem o nariz para
tal pensamento e culpassem a mulher pela vinda do pecado ao mundo. Em grego, a palavra
para o lado feminino de Deus é Sophia, e significa sabedoria.


A crença sobre a natureza materna de Deus também estava presente entre os cristãos
primitivos, antes de Roma obter a hegemonia sobre os rumos da Igreja. Mas ela manteve-se na
Igreja do Oriente, a chamada Igreja Ortodoxa, e entre os judeus durante a Idade Média, mas
caiu em completo esquecimento na Europa ocidental (graças ao machismo romano). Só com
Hildegard von Bingen é que é que ela teve um rápido lampejo de retorno. Em vários de seus
êxtases místicos, ela conta que viu Sophia a andar ricamente vestida, procurando um meio de
se dar à conhecer ao mundo. Quando Hildegard morreu, conta-se que seu espírito,
rejuvenescido, foi visto várias vezes andando e cantado pela capela, com uma expressão de
doce júbilo no rosto. Ela cantava a sua mais conhecida canção: O Virga Ac Diadema.

Luisane Vieira

sexta-feira, 25 de abril de 2008

4 Anos da Falke Bier

Em um encontro delicioso, regado a bons chopps , a Confece esteve em peso no Frei Tuck, na quarta- feira, dia 23 de abril. A comemoração era pelos 4 anos da Falke Bier e a festa foi simplesmente deliciosa. Bons papos, bons encontros, novos amigos e uma noite das mais agradáveis.Não poderíamos deixar de levar nosso abraço ao amigo Marco Falcone, que sempre simpático nos recebeu super bem. Boa recepção também do Luiz Flávio. Não foi planejado, mas esse foi um dos encontros memoráveis das meninas da Confece!
Fabiana Arreguy



domingo, 13 de abril de 2008

Confece na Imprensa

Confiram matéria sobre a CONFECE no site "Quero Comer - Belo Horizonte".

Link: www.querocomer.com.br


14º Encontro da Confece

No dia 09 de abril, realizamos o 14º Encontro da Confece no Haus München.
O tema da reunião foi "Lúpulo", com organização da Luisane Vieira.

Participantes:
1. Luisane Veira
2. Eulene Hemétrio
3. Lígia de Matos
4. Ingrid Paulsen
5. Fabiana Arreguy
6. Cristiana Arreguy
7. Clarissa Mendes

Cervejas degustadas:
1. Oettinger Hefeweissbier
2. Löwenbräu
3. Eisenbahn Pale Ale
4. Fuller's ESB

Harmonização:
Torrada de ciabata, pasteizinhos, salsichão e petit gateau (no final).

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Sobre o Lúpulo:



Lúpulo é uma liana européia da espécie Humulus lupulus, da família Cannabaceae. O lúpulo é tradicionalmente usado, junto com o malte, e o levedo, na fabricação de cerveja. No calor do cozimento da mistura (mosto), o lúpulo libera suas resinas amargas (ácidos alfa), dando à cerveja sabor característico.


Alguns fatos interessantes:

- O lúpulo é uma flor da família das canabidáceas - sim, a mesma da maconha! Apesar do
parentesco, a planta não tem efeito entorpecente.
- Em inglês, ‘hop" é lúpulo e diz-se "hoppy" de uma cerveja lupulada.
- Hallertau ou Holledau é uma área da Bavária, Alemanha, com 178 km², é a maior área
plantada de lúpulo do mundo (25% da produção mundial). (foto abaixo)



- O lúpulo pode fazer bem à saúde, pois possui antioxidantes naturais potentes e algunscomponentes do lúpulo têm efeito bactericida.- Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamentalem jardins em áreas subtropicais e temperadas. Também é usado em pequena escala naalimentação, produzindo o chamado "aspargo de lúpulo".



Histórico


O primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, em Hallertau região do país atualmente
conhecido como Alemanha (que ainda hoje é o mais importante centro de produção, responsável
por cerca de 25% da produção mundial). A primeira citação do uso do lúpulo na fabricação de
cerveja foi feita somente em 1067 por ‘Santa" Hildegard de Bingen.


O lúpulo foi introduzido nas cervejas da Inglaterra no início do século XVI, e, no caso dos
Estados Unidos, o cultivo começou em 1629, no estado de Washington.


Variedades de Lúpulo


Atualmente, os principais centros de produção do Reino Unido encontram-se em Kent (que
produz o lúpulo Kent Golding), Worcestershire, e estado de Washington no caso dos Estados
Unidos. Outras importantes áreas de cultivo incluem Bélgica, Alemanha, República Tcheca,
Xinjiang (China), Tasmânia (Austrália), a região de Lublin (Polônia) e Chuvashia (Rússia).
Nova Zelândia é referência na produção de lúpulo orgânico.

Lúpulo de Sabor: Saaz ou Hallertauer (3-5); Kent Goldings ou Tettnanger (4-6), Cascade (5-7), Perle (7-9), Northern Brewer (7-10), Centennial (9-12) e Nugger ou Chinok (11-13).

Lúpulos de aroma: Adicionados próximo ao final da fervura ou quando a fervura já arrefeceu ("dry hopping"). Adicionam pouco ou nenhum amargor. Variedades: Cascade (citrico, grapefruit), Challenger (frutado), East Kent Goldings e Tettnanger (especiarias), Fuggles, Saaz, e Hallertauer (leve, grama e ervas).


O Lúpulo na fabricação de cerveja

As flores do lúpulo são secas e adicionadas à cerveja para amargor e aroma, de forma a
equilibrar a doçura do malte. Sem o lúpulo, segundo alguns, a cerveja teria gosto de "calda de
panqueca". Diferentes estilos de cerveja requerem níveis diferentes de lupulagem.


IBU – "International Bittering Unit" – Uma escala usada para medir o amargor ou lupulagem da
cerveja. Uma unidade IBU corresponde a uma parte por milhão de iso-humulona, um ácido
derivado do lúpulo. Grosseiramente, uma função da duração da fervura do lúpulo e da
quantidade de ácidos alfa presentes na variedade do lúpulo.


Ales
• Cervejas usualmente pouco lupuladas: Cervejas de trigo (weissbier)- 10-15 IBU.
• Cervejas adocicadas: Ales Escocesas Caledonian, Belhaven ou Maclay's.
• Cervejas equilibradas: Inglesas clássicas como a Fuller's London Pride ou Marston's Pedigree.
• English Brown Ale – 20 IBU
• Porter – 20-40 IBU
• Pale Ale / Amber Ale – 20-50 IBU
• ESB, aka Extra Special Bitters – 28-40 IBU
• Irish Stout – 30-60 IBU
• India Pale Ale – 40-60 IBU – Bem lupulada.
• Barleywine – 50-100 IBU – Muito lupulada.


Lagers
• American Pale Lager – 10-15 IBU
• Pilsner – 25-45 IBU
• Bock – 20-30 IBU


O lúpulo pode ser adquirido em uma variedade de formas. Muitos cervejeiros caseiros começam
usando o formato "pellet", devido `as vantagens de disponibilidade e apresentação. Contudo, os
pellets viram pó e não constituem uma boa base filtrante. Lúpulo despetalado e em pedaços
(plugs) flutua e fornece uma boa base de filtração e facilita o uso de sifão.



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Conversams também sobre a interferência do aquecimento global na produção de cervejas e o aumento do preço das matérias-primas. Identificamos as seguintes matérias a respeito:


Aquecimento global aumentará o preço da cerveja
08/04/2008

O preço da cerveja aumentará nas próximas décadas porque a mudança climática prejudicará a produção de cevada, ingrediente essencial dessa bebida, segundo um estudo de um cientista da Nova Zelândia.

Jim Salinger, especialista meio ambiental do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, assinala no relatório divulgado hoje que o aquecimento global destruirá grande parte dos cultivos do citado cereal na Oceania.
As áreas secas da Austrália e Nova Zelândia receberão cada vez menos precipitações, por isso nelas se semeará menos cevada. Salinger, que centrou sua investigação na Oceania, disse que essa circunstância levará a uma redução drástica da produção de cerveja nos próximos 30 anos.
"Nesse caso, os pubs terão de deixar de servir cerveja ou ela será muito mais cara", explicou o cientista, que especulou que a situação obrigará a indústria a buscar formas alternativas de obter a bebida. A cevada é um dos ingredientes base da cerveja junto à água e ao lúpulo, responsável por seu sabor amargo após o processo de fermentação.
EFE
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Falta de lúpulo faz subir preço de cerveja nos EUA
21/12/2007

Muitos agricultores do noroeste do Pacífico, onde está concentrada a produção da planta nos EUA, vêm substituindo o lúpulo por culturas mais rentáveis, como o milho, que pode ser usado para a produção de etanol.
O lúpulo é a planta que confere à cerveja o seu sabor característico. A redução da produção, de aproximadamente 50% em relação à última década, vem levando o preço do produto às alturas. Este aumento afeta principalmente as pequenas e as micro-cervejarias artesanais, que estão sendo obrigadas a aumentar os preços, mudar as receitas das cervejas ou simplesmente interromper a produção.
As grandes cervejarias são menos afetadas, graças a contratos de fornecimento de longo prazo. Mas, ainda assim, algumas das gigantes do setor precisaram aumentar os preços das suas cervejas. E a falta de lúpulo é apenas parte do problema: a cevada também vem perdendo espaço nas lavouras para o milho, e o dólar fraco torna difícil substituir a escassez com importações.



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Fotos do 14º Encontro



terça-feira, 18 de março de 2008

Na Imprensa

Olá pessoal,

O programa "Feminina", da TV Alterosa, gravou uma matéria com algumas de nossas confreiras no dia 4 de março. A entrevista, feita pelo repórter Elias Santos, foi ao ar no dia 14. Confiram abaixo:

http://www.uaimidia.com.br/html/sessao_noticias,id_sessao=73/sessao_noticias.shtml?video_play=22605#

quarta-feira, 12 de março de 2008

1 Ano da Confece

O mestre cervejeiro Gustavo Avelar, gerente de processos da fábrica da Ambev, em Juatuba, esteve em Belo Horizonte no último sábado para participar do um jantar harmonizado que o Haus München preparou em homenagem ao Dia das Mulheres, data em que comemoramos 1 ano da CONFECE.

Fomos presenteadas por com magnífico "Surubim de Casaca" com farofa de passas e ameixa, banana frita e refogado de legumes. Para acompanhar, Bohemia Confraria. Na entrada, Kassler com Bohemia Weiss. De sobremesa, Apfelstrudel harmonizada com Caracu - a grande surpresa da noite.

Aliás, o Haus München também acabou recebendo prêmio. Durante o evento, entregamos uma placa de agradecimento à casa, pela acolhida, e uma outra ao beer sommelier Fernando Roberto da Costa, que nos acompanha desde nossos primeiro passos.


Vitor e Luisane

Fabiana e Cássio


Júlia e Graziela

Ingrid e Cristiana


Lígia e eu


quinta-feira, 6 de março de 2008

Aniversário da Confece


Um ano não é muito, mas já é um bom começo!


E uma ótima desculpa para um brinde, claro.

Um grande motivo que temos para comemorar é o fato de quebrarmos o mito de que cerveja é coisa para homem. As mulheres, na verdade, foram as grandes cervejeiras da história da humanidade, repassando receitas artesanais de mãe para filha. A cerveja era tida como um alimento, preparado normalmente em casa para o consumo da família.

Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 10.000 anos e, durante muitos séculos, essa era uma profissão peculiarmente feminina. O tempo foi passando e a técnica se expandindo. Com o desmoronamento do império Sumério, os Babilônios incorporaram essa cultura e, conseqüentemente, adquiriram o conhecimento para produzir a bebida. Foi através desse povo que os Egípcios, por sua vez, aprenderam a arte de fabricar cerveja, difundindo a tradição pelos milênios seguintes.

A sabedoria dessas verdadeiras mestres-cervejeiras inspira hoje bravas e corajosas mulheres do século 21, que estão escrevendo um novo capítulo nessa história. É com muito orgulho e bom-humor que queremos marcar um novo espaço nesse território onde as mulheres passaram a ser apenas objetos de desejo em propagandas de bebidas. Tivemos e teremos sempre participação ativa no processo que tornou a cerveja a grande paixão do brasileiro. Mas não pelas nossas curvas, e sim pelas técnicas e conhecimentos que difundimos.

No dia 8 de março, a Confraria Feminina de Cerveja comemora seu primeiro aniversário. E, para não dizer que somos feministas, temos o dever de agradecer a alguns homens que fizeram deste projeto maluco uma realidade apaixonante.

Em primeiro lugar, nosso "pai", Rodrigo Ferraz, proprietário do Haus München, que viabiliza sempre nossos encontros e nos incentiva diariamente a seguir. Ao Fernando Roberto da Costa, nosso Bier Sommelier favorito, que nos socorre toda vez que a teoria (ou o paladar) nos falha. Ao Márcio, Batista, Humberto e demais garçons do Haus München, que nos acolhem com todo o carinho e nos fazem sentir em casa. Ao Rafael Mantesso, nosso assessor especial para qualquer coisa e ao Alexandre Minardi, que startou isso tudo. Ao mestre Marco Falcone, que abriu o coração à Confece, nos recebeu para uma visita fantástica e ainda nos abrilhantou com uma palestra agradabilíssima sobre cervejas artesanais. E, ainda, à todos da ConfrariaBH e Acerva Mineira, que perseguem nossos mesmos ideais, de valorização da cerveja de qualidade no Brasil, pelo apoio incondicional.

Que tenhamos ainda muitos encontros felizes, regados a Monasterium, Fuller's, Wheinstephaner, Oettinger, Hoegaarden, Hofbräu, Küdbier, Eisenbahn, Paulaner, Guinness, Erdinger, Löwenbräu, Jenlain, La Trappe, Baden Baden....

Prost!

Cerveja Artesanal II

Foi um verdadeiro sucesso o 12º Encontro da Confece!!!

Excepcionalmente, tivemos a brilhante participação de três homens:
- Marco Falcone (Falke Bier), que conduziu a palestra sobre cervejas artesanais;
- Alencar Soares (produtor da cerveja artesanal KüdBier, degustada no evento);
- Rômulo Gresta (presidente da Acerva Mineira e “pai” da premiada Chernobier)


Marco Falcone destacou a importância de movimentos como a Acerva e a Confece para incentivar a produção de cervejas artesanais no Brasil.Em uma apresentação em Power Point, mostrou etapas da produção da cerveja e uma linha do tempo da bebida ao longo dos séculos. Durante a palestra, foram degustadas as cervejas Devassa Ruiva, Baden Baden Red Ale e KüdBier (caseira). No final, o mestre Falcone surpreendeu a todos com um delicioso chope exclusivo, que ainda não foi lançado no mercado. A receita é baseada na cerveja Monasterium, que é a top de linha da Falke Bier.


Tivemos, ainda, a votação do logotipo da CONFECE, criado pelo assessor de Marketing do Haus München, Rafael Mantesso.

O próximo encontro será no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) – data em que também será comemorado 1 ano da confraria.

Até breve!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Cerveja Artesanal

Vem aí a 12ª Reunião Ordinária da CONFECE!
Data: 13/02 (quarta-feira)
Local: Haus München
Horário: 20h
Tema: A cultura cervejeira e o renascimento da cerveja artesanal – um processo em andamento.
Participação especial: Marco Falcone (Falke Bier)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Malte

O MALTE E SUAS VARIANTES

A cerveja é tão antiga quanto o pão, pois era obtida a partir da fermentação de cereais como cevada e trigo. Ela era feita por padeiros devido à natureza da matéria-prima utilizada: grãos de cereais e leveduras. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar. Esta cerveja rústica ainda é fabricada no Egito com o nome de Bouza.

Os chineses foram os primeiros a preparar bebidas do tipo cerveja obtida de grãos de cereais. A “Samshu”, fabricada a partir dos grãos de arroz, e “Kin” já eram produzidas cerca de 2300 a.C. Em 500 a.C. e no período subseqüente, gregos e romanos davam preferência ao vinho. A cerveja passou então a ser a bebida das classes menos favorecidas, muito apreciada em regiões sob domínio romano, principalmente pelos germanos e gauleses. Foi nessa época que as palavras cervisia ou cerevisia passaram a ser utilizadas pelos romanos, em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade. Você sabia que professor Paul Haupt, da universidade de Virgînia, em 1936 d.C., traduzindo uma tábua cuneiforme assíria encontrada nas ruínas de de Nínive, afirmou que parte do carregamento da “Arca de Noé” era cerveja?”

O que é o malte e qual a sua finalidade?
O malte é um produto resultante da germinação e da dessecação do grão de cevada ou de outros cereais. O objetivo principal da malteação é a obtenção de enzimas, que provocam modificações nas substâncias armazenadas no grão. O produto final da germinação chama-se malte verde, que, através da secagem e torrefação transforma-se em malte propriamente dito. Todo esse processo é monitorado por reações enzimáticas e físico-químicas, as quais irão determinar a cor, o paladar e o aroma da cerveja.

Quais são os produtos derivados do malte?
O extrato de malte, extrato seco de malte, malte em pó, farinha de malte, malte torrado, malte caramelizado, farinha de cereal maltado.

Como se dá a designação do malte?
O malte é designado simplesmente malte quando obtido da cevada; quando obtido de outro cereal deverá ser seguido do nome do cereal de origem. Ex: “malte de milho”.

Por que as grandes cervejarias usam alguns adjuntos como, milho e arroz no processo de malteação?
Para substituir uma parte do malte, barateando o custo da produção e deixando a cerveja com um paladar mais leve.

Em oito palavras chave podemos criar um fluxograma do processo de malteação. Quais são elas?
Maceração ® Germinação® Secagem e Torrefação ® Resfriamento ® Desbrotamento ® Armazenamento ® Polimento® Expedição.

Qual a importância da pré secagem e secagem final do malte?
O malte verde tem elevado teor de umidade, estando assim susceptível à rápida deterioração, por isso a pré secagem é importante para torná-lo passível de estocagem.
Maltes claros e escuros são submetidos a diferentes tempos de pré secagem.
A secagem final é a torrefação onde se elimina as radículas (órgão do embrião) que transmitem um paladar amargo adstringente à cerveja.

Por que se faz necessário o armazenamento do malte por 15 a 30 dias antes do consumo nas cervejarias?
Este repouso é de grande importância, pois maltes recém processados fornecem mosto turvo, dificuldades na filtração do mosto e no processo de fermentação, influenciando com isso, o aspecto, paladar e estabilidade da espuma da cerveja.

Como classificamos as cervejas quanto à proporção de malte?
Cerveja puro malte
, aquela que possuir 100% de malte de cevada, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açucares.
Cerveja, aquela que possuir proporção de malte de cevada maior ou igual a 50%, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açucares.
Cerveja com o nome de vegetal predominante, aquela que possuir proporção de malte de cevada maior que 20 e menor do que 50%, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açucares.


Variedade / Tipos de malte:
http://www.agraria.com.br/brasil/industria_maltaria_mostra_imagem.php?id=folder_maltes_031207


CONFRARIA FEMININA DE CERVEJA (CONFECE)
Confreira responsável pela pesquisa: Ingrid Paulsen
Data: 23 de janeiro de 2008

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As mulheres e o malte

Foi simplesmente fantástica a primeira reunião da Confece em 2008.
Nossa confreira Ingrid Paulsen fez uma excelente pesquisa sobre o malte, que logo, logo disponibilizaremos aqui. Também colocaremos em breve nossas percepções sobre as cervejas degustadas na noite (Kirin Ichban, Hofbräu München Original, Backer Brown e Weihenstephaner). Aguardem!!!

Por enquanto, seguem as fotos do encontro de ontem:











terça-feira, 22 de janeiro de 2008

1º Encontro de 2008

Olá meninas!
Muitas saudades do nosso encontro.
Dia 23 será o nossa próxima reunião e estou escalada para falar um pouquinho sobre o assunto: MALTE E SEUS DERIVADOS. Pretendo fazer uma dinâmica bem simples e com assuntos básicos sobre o tema, afinal estou engatinhando por esse caminho.
Gostaria de dar um toque pra gente: no dia da confraria não usarmos perfume, pois é perceptível a diferença para o nosso olfato e paladar e assim poderemos curtir muito mais o prazer da degustação.
Nos encontramos lá...
Um beijo grande a todas.
Ingrid.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

10ª Reunião Ordinária da Confece

Olá confreiras!

Conforme determinado em nosso último encontro, a Confece se reunirá excepcionalmente fora do calendário estipulado para este mês. Portanto, reagendem a 11ª Reunião Ordinária para o próximo dia 23 de janeiro, no mesmo local e horário. O tema é "O malte e suas variantes". Preparem-se!

Abaixo, seguem cervejas degustadas no dia 12 de dezembro, com suas respectivas notas:

..............Eisenbahn.....Fuller's......Fuller's.........Fuller's......Fuller's
..............Orgânica.......L. Pride.....L. Porter......ESB...........1845
___________________________________________________
Fabiana.......3,0...............4,0............3,0..................3,5...............4,5
Ingrid..........3,5...............4,0............5,0..................5,0...............5,0
Graziela......2,5...............3,5............4,0..................4,0...............4,0
Paula..........4,0...............4,0............4,5..................4,7...............4,5
Lígia...........3,5...............4,0............5,0..................4,0...............5,0
Patrícia......4,0...............5,0............4,5..................5,0...............4,5
Adriana......3,5...............4,0............4,5..................4,5...............4,5
Clarissa......-....................-...............4,0..................5,0...............4,5
Eulene........3,0...............4,0............4,0..................4,0...............3,5
Luisane......-..................4,0............4,0..................5,0...............5,0
MÉDIA....3,38............4,06..........4,25...............4,47............4,50

Um brinde ao ano novo!