domingo, 14 de dezembro de 2008

Dia da Confece na Falke

Ei pessoal!!
Este post é para falar de uma tarde muito especial que passamos na Falke Bier no dia 25 de outubro, a convite de nossos amigos e padrinhos Marco, Juliana e Ronaldo Falcone.

Com direito à placa na porta e tudo mais!!!!

Foi a comemoração do Dia da Confece na Falke!!! Nem é preciso dizer como fomos maravilhosamente recebidos - nós confreiras e alguns amigos - com cerveja da melhor qualidade e muita hospitalidade. Agradecemos o carinho!!!


Foi uma tarde de pura diversão!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Jantar harmonizado com cervejas alemãs

Em outubro de 2008, a reunião da Confece foi especial. A confreira Renata Heitor organizou um jantar harmonizado com a ajuda de nosso grande amigo Luiz Flávio Ferreira (Frei Tuck). Foram cinco pratos, acompanhados por cervejas da escola alemã, preparados especialmente pelo chefe Adriano Santos (Haus Munchen).

Confira abaixo o cardápio de uma noite que deixou muitas saudades...

1° prato: clavilarx de salmão (salmão marinado no limão, azeite e ervas frescas) harmonizado com a cerveja Justus Weizen

2° prato: frango ao sour cream (frango recheado com molho de salsa, batata ao murro e knodel) harmonizado com Hacker-Pschorr

3° prato: pato ao creme de cebola e chucrute harmonizado com Eisenbahn

4° prato: javali ao poivre (javali com molho poivre, batata doce e risoto de aspargos e damascos) harmonizado com Eisenbahn

Sobremesa: moelet de chocolate com calda de banana harmonizado com Erdinger Pickantus

Só o que podemos dizer é que a noite terminou em uma salva de palmas!!!

Escola Belga

Olá amigos, estamos de volta! Pedimos desculpas pela demora em postar novas notícias da Confece, mas a partir de agora o blog será atualizado constantemente sobre tudo que acontece conosco e no mundo cervejeiro. Fiquem atentos!!!

Para recomeçar, vamos retomar o resumo de nossas reuniões mensais. Em agosto, estudamos a Escola Belga e tivemos uma reunião bem informal.

Já em setembro, resolvemos inovar. Dessa vez, a reunião foi realizada no bar Albano´s (Rua Pium-í, 611 - Anchieta - BH) e ganhamos de presente alguns exemplares da revista Beerlife de Cilene Saorin.

Nessa noite, degustamos as cervejas Duvel, Choufee, Orval e Palm Speciale e recebemos a jornalista Marília Cruz como convidada especial.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

MTV

Olá, bom dia!

Para quem perdeu, segue link de vídeo sobre participação da Confece na MTV.

http://www.youtube.com/watch?v=8z4ADOXMHOs

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Cervejas de inverno

Engana-se quem pensa que cerveja só combina com um dia quente, sol e piscina. Pode até ser que as cervejas do tipo “Pilsen” combinem mais com o verão, mas nada melhor que as “morenas” para harmonizar maravilhosamente com um clima mais frio, ainda mais quando acompanhados de carnes vermelhas leves, salmão e massas com molhos picantes.

As cervejas tipo “Bock” e “Stout” são ótimos exemplos dessa combinação. Afinal, as baixas temperaturas pedem bebidas mais encorpadas e com aroma tostado. Com baixa fermentação e teor alcoólico superior a pilsen (5,5% a 7,5%), a bock tem paladar mais forte e encorpado, sendo ideal para consumo durante o inverno. Tem uma tonalidade escura, é mais densa e muito saborosa.

Muito além do sabor, existem várias histórias que remetem ao consumo da cerveja bock no inverno. A denominação surgiu na maneira como o nome da cidade de origem, Einbech (Saxônia), era pronunciada na Bavária: Einbock. Entretanto, a palavra bock também significa "bode" em alemão, associando esse tipo de cerveja ao signo de capricórnio, que coincidiria com o rigoroso inverno europeu.

Na verdade, a origem da bock está envolta em um grande mistério. Outra das justificativas para o surgimento dela está nas práticas ancestrais dos mosteiros medievais germânicos. Nesses locais, se produzia uma cerveja forte e nutritiva para ajudar os monges a suportar os períodos de jejum, uma vez que nestas épocas seria proibido ingerir comida sólida. Outros preferem optar pela explicação mais mitológica e antiga sobre certos povos que, procurando o auxílio e a proteção dos deuses, produziram a cerveja somente durante o signo do Capricórnio.

A cerveja tipo Stout também é uma cerveja escura derivada da cor da torrefação do malte. A mais conhecida, a Guiness, foi criada por Anthony Guiness depois de uma distração em que deixou torrar demais o malte. Ainda assim, decidiu produzir a cerveja que resultou desse lote de malte.

Sempre dispostas a experimentar novos sabores, nós da Confece conhecemos quatro estilos bem saborosos nesta quarta-feira. Vamos lá:

1) Baden Baden Bock
Cerveja de alta fermentação, de Campos do Jordão. Teor alcoólico de 6,5%, cor escura e aroma tostado.

2) Aventinus (Birra doppio malte)
Essa weiss leva o dobro de malte que as receitas comuns. De origem alemã, tem 8,2% de teor alcoólico, sendo muito saborosa. Talvez a mais votada da noite.

3) Maredsous
Cerveja abadia belga, espuma consistente e alta fermentação. Refermentada na garrafa, com 8% de teor alcoólico, é fabricada de acordo com a tradição dos monges beneditinos de Maredsons. Leva açúcar na receita! (http://www.maredsous-usa.com/?mcat=1&scat=1)

4) Hardy’s Ale
Cerveja barley wine (vinho de cervada), com 11,7% de teor alcoólico. Praticamente sem espuma, tem uma cor alaranjada/acobreada e sua consistência se assemelha a de um licor, com aroma frutado. Essa inglesa de guarda também é refermentada na garrafa e pode ser consumida em até 25 anos!

Agradecemos a presença do autor Ronaldo Morado, que está escrevendo a larousse da cerveja (http://www.ronaldomorado.com.br/). Ele nos esclareceu muitas dúvidas, num bate-papo agradável e descontraído.

Próxima parada: Haus München - 13/08 – “A Escola Belga”

Cereais e especiarias

Sim: não só de malte, lúpulo, água e levedura são feitas as cervejas.
Em junho, conhecemos um pouco mais deste universo.

Em breve, postaremos sobre isso aqui. Aguarde!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mosturação

Nesta quarta, 14/05, realizamos nosso 15º Encontro no Haus München.

Como programado pela confreira Cristiana Arreguy, conversamos um pouco sobre o processo de mosturação e degustamos as cervejas Papst-Bier (Cerveja do Papa) e Colorado (Cauim, Appia e Índica).

No final, duas gratas surpresas: a Esse Bier (cerveja artesanal produzida pelo casal Sérgio e Juliana - nossa novíssima integrante) e a Falke Estrada Real (Uma cerveja I.P.A. ainda não lançada no mercado). Esta última, foi trazida pelo convidado Ronaldo Nascimento, que chegou acompanhado do Rômulo Gresta (AcervA) e Luiz (Frei Tuck).

Seguem algumas informações sobre as cervejas degustadas:

Papst-Bier (Cerveja do Papa)
Cerveja de trigo, produzida de acordo com a lei de pureza alemã na região bávara onde nasceu o pontífice. Vendida em diversas embalagens, ela é rotulada à mão e foi trazida para o Brasil com exclusividade pelo Haus München (MG) e pelo Frangó (SP). Fabricada pela cervejaria Weideneder, localizada em Tann, um vilarejo da região de Martkl am Inn, a Papst-Bier vem com a foto do papa impressa na garrafa, além de uma ilustração da casa onde Joseph Ratzinger passou sua infância. A cerveja foi apresentada 19 horas após a eleição do religioso ao pontificado, para saudar Bento XVI com um produto típico da sua região. Após o sucesso da Papst-Bier, porém, a cerveja foi incorporada à carta da cervejaria, que hoje exporta a bebida para vários países.

Colorado Cauim
Esta Pilsen tradicional de Ribeirão Preto foi feita com água do aquífero Guarany, maltes e lúpulos importados, mandioca e levedura de baixa fermentação. Muito clara e brilhante, tem teor alcoólico de 4,5%. Seu nome Cauim vem do Tupi e se refere a uma antiga bebida fermentada de cereais e mandioca, fabricada pelos índios brasileiros.

Colorado Appia
Cerveja de trigo que utiliza, em sua composição, uma mistura equilibrada de méis de abelhas africanizadas e européias. Tem teor alcoólico estimado em 5,5% e uma cor avermelhada, quase âmbar. Combina bem com comidas apimentadas e até com sobremesas.

Colorado Índica
Representante do Estilo India Pale Ale, esta cerveja de alta fermentação é elaborada artesanalmente com generosas quantidades de malte, lúpulo e rapadura, visando conferir-lhe um grande corpo, amargor e teor alcoólico (7%). Esta cerveja robusta é ideal para acompanhar pratos bem condimentados ou frutos do mar. Sua receita é baseada numa antiga receita inglesa de cerveja, que nos tempos do Império Britânico era enviada a Índia para consumo e deleite dos seus cidadões e soldados expatriados. O imenso amargor e o alto teor alcoólico desta bebida favoreciam a sua conservação durante a longa viagem marítima entre a Inglaterra e a Índia. Esta IPA mereceu do maior crítico inglês de bebidas malteadas Sir Michael Jackson (homônimo do cantor) três estrelas no seu Pocket Beer Guide conhecido como o Guia Michelin das cervejas. Atualmente recebeu também o prêmio de TOP 50 das cervejas nacionais e importadas mais consumidas no Brasil, pela Revista Prazeres da Mesa, edição 56 – Fevereiro 2008.


MOSTURAÇÃO / MALTEAÇÃO

Mosturação é um dos primeiros processos na fabricação da cerveja. Após ser moído, o malte é enviado até os tanques de mostura. Nessa etapa, ele é misturado com água e submetido a aquecimento. As enzimas contidas no malte são liberadas para o meio e sob ação de calor são ativadas pra promover a hidrólise catalítica do amido. O aquecimento não costuma ultrapassar temperaturas de 72ºC pois as enzimas são inativadas em temperaturas acima desses valores. Logo depois, a mistura obtida (MOSTURA) atravessa um sistema de filtros que tem por função separar a casca da mistura. Após filtrada, a mostura passa a denominar-se mosto. Em seguida o mosto é adicionado a um tanque onde recebe a adição de lúpulo, mas isso é assunto para um próximo encontro da Confece!

Malteação = nome dado à um processo que têm por finalidade "ativar", no grão de cevada, as enzimas que serão responsáveis pela "transformação" do "mosto" em cerveja.

OBs: Nota para a entrada na CONFECE de Juliana e Renata Heitor